27 de agosto de 2010

Unidos contra a violência

            Nos dias 21 e 22 de agosto, a Pastoral da Juventude de Marau realizou um retiro paroquial, que contou com a participação de 38 jovens. O encontro teve seu tema baseado na campanha “Chega de Violência e Extermínio de Jovens”, e a assessoria ficou a cargo da Jaiane Kroth , coordenadora estadual da campanha.
 Houve muito debate sobre as diversas formas de violência sofridas e cometidas pelos jovens, e quais os motivos que levam a essa situação de insegurança e infelicidade.

           Mas houve, também, muita animação e integração entre os participantes do retiro. Os jovens cantaram, brincaram, dançaram e se divertiram muito. 

          No domingo à tarde, a juventude se reuniu na praça municipal, onde fez uma mobilização contra a violência e o lançamento da campanha no município.
Na ocasião também estavam presentes o vice-prefeito de Marau, Ivanir Roncatto o Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Jonas Sebben, e Carlos Augusto Borges, representando a Secretaria Municipal de Educação.
É muito bonito ver que a juventude está engajada na luta por um mundo melhor, onde todos possam viver dignamente, sem o medo esmagador da violência. 

Betânia: nasce mais uma Casa de assessoria à juventude e seus grupos



Betânia é um lugar onde Jesus conviveu com seus amigos, buscou refúgio e se fortaleceu para seguir sua missão. É neste espírito de partilha que nasceu o Núcleo de Assessoria Juvenil Betânia. Este lugar bíblico tem como significados casa do pobre, casa do pão, casa dos amigos. Essa casa, ainda não física, tem sentido missionário para um grupo de assessores das Pastorais da Juventude que escolheram conviver na opção pela juventude, na partilha do pão e na fraternidade.

O Núcleo Betânia está a serviço da juventude, prestando assessoria em diversos temas como educação, mística e espiritualidade, formação integral, realidade juvenil e comunicação. Da mesma maneira, está à disposição para propor e acompanhar processos de elaboração de projeto de vida de jovens.

É composto por assessores que fizeram experiência de grupo de jovens na Pastoral da Juventude e na Pastoral da Juventude Estudantil, participaram de diversas instâncias de organização das Pastorais, auxiliaram na elaboração e execução de cursos formativos, planejamentos, entre outros. Hoje fazem parte do Núcleo: Fabrício Preto (graduado em Letras e estudante de Jornalismo), Marcele Wolf (estudante de Relações Públicas), Márcio Amaral (graduado em Pedagogia e mestrando em Educação), Simone Moreira (graduada em Pedagogia, especialização em Orientação Educacional), Ana Lucélia Dias (graduada em Pedagogia e mestranda em Psicologia), Giovanni Biazzetto (graduando em História), Tiago Klein (graduado em História e mestrando em Educação) e Lucas Trindade (graduando em Sistemas de Informação).

Estamos nos organizando para melhor atender às necessidades de assessoria aos jovens e, em breve, esperamos contar com mais colaboradores, jovens e adultos em busca de espaço para refletir, rezar e contribuir para que mais adolescentes e jovens possam viver uma experiência comunitária que dê um novo sentido à sua vida.

Partilhamos nossa alegria em estarmos juntos com a gurizada, oferecendo todo o apoio que, em nossa simplicidade, podemos compartilhar. Quem quiser conhecer um pouco do que temos feito, acesse o blog: www.nucleobetania.blogspot.com.  

A juventude quer viver

Jovens de caras pintadas, ocupando as ruas e espaços públicos, mostrando toda a sua alegria e jeito de viver. Até aparece que estamos lendo uma notícia de alguns anos atrás. Não se engane. Neste final de semana, 21 e 22 de agosto, aconteceu uma grande manifestação envolvendo jovens da região metropolitana na cidade de Cachoeirinha. A atividade foi organizada pela Pastoral da Juventude em parceria com o Comitê Municipal de Cachoeirinha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

A ação teve por objetivo chamar a atenção da sociedade para os gritantes índices de mortalidade da juventude, em sua maioria, vítimas das drogas. O Brasil, atrás de Colômbia e Venezuela, é o 3º país com mais assassinatos de jovens no mundo. Isso se deve a uma taxa de 51,7 homicídios para cada 100 mil jovens. Taxa essa que entre 1994 e 2004 cresceu a um ritmo maior que o número de assassinatos entre a população total.

Para alertar a sociedade sobre essa realidade de morte, foram realizadas duas atividades no município. No sábado, os jovens estiveram em frente ao Shopping do Vale, local de maior movimentação de pedestres e motoristas, distribuindo materiais informativos. Durante a tarde do domingo, realizaram uma marcha até o Parcão de Cachoeirinha, local onde aconteceu um ato público pela vida dos jovens.

Diego Farias, coordenador da Pastoral da Juventude, destaca que os jovens querem mostra a sua cara e sua voz, lutando por uma sociedade de direitos. Fabrício Preto, assessor do Núcleo Betânia e da PJ do vicariato de Gravataí, ressalta a necessidade de construir espaços de formação para a cidadania. “Esses jovens gritam por políticas públicas. É nosso dever responder a esses anseios caminhando junto e colaborando com esses ideais”, diz Fabrício.

18 de agosto de 2010

Encontro de formação

"...e os jovens terão visões.." (Joel 2, 28)


Olá Juventudes Latinoamericanas!!

É com alegria que convidamos a todos e todas para participar deste nosso encontro, onde fazemos a diferença com a alegria e entusiasmo! E neste caminho que todos e todas fazemos parte, convidamos a dar as mãos e trilhar novos e belos de muita luta e utopias!
Por isso, queremos contar com todos e todas vocês para divulgação deste curso pensado com muito carinho!
Por isso que o valor da Inscrição está no valor de R$ 30,00, as vagas são limitadas. Para fazer sua inscrição, basta clicar no folder abaixo. Não deixem de participar por questões financeiras, mobilizem seu grupo de trabalho/comunidade! Traga sua coragem e força de mudança com suas mochilas de tantas vivências e sonhos! Organizem suas caravanas! Celebrem conosco!

Contato e Informações:
www.ceca-rs.org




Aguardamos as inscrições de todos e todas vocês!! A sua participação é muito valiosa nessa busca da terra prometida!


Um abraço de muito amor a todos e todas vocês!!




Michel Nantes

15 de agosto de 2010

Tarde de Formação - PJ Nova Prata

No dia 14 de agosto foi realizado na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, um encontro de formação da Pastoral da Juventude da Região Pastoral de Nova Prata - Diocese de Caxias do Sul. O encontro reuniu cerca de 40 jovens dos grupos de jovens das paróquias da região. Com o Tema 'Juventude e Pastoral da Juventude', a assessora do dia e integrante da PJ Diocesana, Paula Grassi provocou a gurizada reunida a refletir  a realidade da juventude, a partir dos questionamentos "Quais as melhores coisas de ser jovens?", "Quais as piores coisas de ser jovens?". O Grupo de Jovens e a Pastoral da Juventude também fizeram parte da tarde de formação. Ao final, a PJ de Nova Prata girou e gritou pelo basta de violência e extermínio à Juventude! Confira o vídeo da Ciranda pela Vida!

E se ligam aí na data do próximo encontro da PJ Nova Prata: 20 de Novembro em Paraí com o tema "Chega de Violência e Extermínio de Jovens!"

LIMITAR A PROPRIEDADE EM DEFESA DA VIDA DA JUVENTUDE

O tema do limite da propriedade toca diretamente este assunto. Com o ascenso da modernidade e da pós modernidade, a cidade fora cada vez mais tornando-se referência.
por Renato Munhoz, especialista em Adolecência e Juventude, da Equipe do Plebiscito Popular pelo Limite da Terra Paraná

A Pastoral da Juventude do Brasil lançou importante campanha que trata do Extermínio de Jovens. É um grito forte em defesa da vida da juventude cada vez mais vulnerável em grandes centros urbanos e no interior do país sofrendo com a criminalização juvenil e sendo assassinada por diferentes mecanismos de repressão, desde a morte física ao abandono em relação às políticas públicas para a juventude. A morte do jovem padre e assessor da Pastoral da Juventude no Brasil, Gisley, traz a tona o tema que não poderá ser esquecido enquanto houver um jovem tombando neste país.

O tema do limite da propriedade toca diretamente este assunto. Com o ascenso da modernidade e da pós modernidade, a cidade fora cada vez mais tornando-se referência, não somente à juventude, mas a cultura camponesa paga o preço pelo esvaziamento nos últimos quarenta anos de políticas relacionadas a sobrevivência a partir do campo. Para a juventude ainda pior, se quiser estudar e ter acesso aos mecanismos de lazer, esta cada vez mais tem que deixar o campo e ir embora para a cidade.

Com o bum tecnológico a partir dos anos 1990, ainda mais o campo brasileiro vai sendo isolado e a juventude sempre mais expulsa para as periferias das grandes cidades brasileiras. A monocultura e o agronegócio vão descaracterizando a cultura camponesa e as pequenas propriedades vão sendo oprimidas por um sistema que favorece sempre mais a grande propriedade. Há também um envelhecimento do campo, com os filhos longe do campo, famílias inteiras vendem ou abandonam a pequena propriedade para irem embora para a cidade. Oportunidade única para que latifundiários aumentem ainda mais suas posses comprando ou arrendando pequenas propriedades muitas vezes com valores bem abaixo do estimado.


Segundo dados do IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) de 2006, no conjunto dos municípios com mais de cem mil habitantes, o valor médio de vidas de adolescente perdidas por causa de homicídios foi de aproximadamente dois para cada grupo de cem adolescentes de 12 anos. Nos dados de 2006, em Foz do Iguaçu, cidade paranaense localizada na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina, estima-se que num período de sete anos cerca de quinhentos jovens entre 12 e 18 anos sejam assassinados, o maior índice do Brasil.

A vulnerabilidade social nas periferias ataca diretamente a juventude, que paga o preço caro da não existência de políticas públicas que possam apontar para uma melhora de vida, no sentido da qualidade de vida. Expostos a violência, ao tráfico e a uma série de ameaças que estão presentes desde as grandes cidades de nosso país a cidades menores como Marabá no Pará com cerca de duzentos mil habitantes, onde se estima que em sete anos cerca de duzentos jovens entre 12 e 18 anos serão assassinados.

Deste modo percebemos a necessidade de focalizarmos sempre mais o campo como espaço de vida. A pequena propriedade deverá ser valorizada, para que nossas vulnerabilidades sociais em relação à juventude sejam superadas. É preciso investir em políticas públicas para que nossos filhos e filhas consigam sempre mais permanecer no campo, não como sujeitos isolados, mas com acesso a mecanismos importantes como educação, saúde, lazer, entre outros.

É preciso perceber que com o limite da propriedade novas relações sociais deverão ressurgir. Pequenas comunidades, grupos de famílias morando umas próximas das outras vão resgatando um estilo de vida mais comunitário e fraterno de se viver.

Assim a cultura camponesa vai se ressignificando e a juventude camponesa ganha sentido, pois consegue ser feliz mesmo morando fora da cidade. E por ter acesso a transportes e estradas consegue acessar os centros urbanos com facilidade. Esse é nosso sonho: que a vida da juventude, seja a vida da terra, da água e de todo planeta, para que tenhamos um futuro com vida digna para todos, onde a produção continue alcançando a mesa de todos os brasileiros e que terra não seja mercadoria, mas seja lugar de vida e não de extermínio.

Saiba mais sobre a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo
A Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000,  foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.

PLEBISCITO POPULAR PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA
O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai.

Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para dizer se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.

Abaixo-Assinado
A população brasileira também é convidada a participar de um abaixo-assinado que já está sendo circulando em todo país e que continuará após o Plebiscito. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.

Assine pela internet também!