23 de setembro de 2010

PASTORAL DA JUVENTUDE - Nosso Jeito de Ser

PASTORAL DA JUVENTUDE
Nosso jeito de ser
Marcionei Miguel da Silva[1]

            A Pastoral da Juventude reinventa caminhos, cria oportunidades, abre as portas para o diálogo e mantém viva sua memória. O grito da juventude é o grito da Igreja. Somos Igreja que busca libertação a partir da marcha marcada pelas pegadas impregnada de sentido histórico, de sorriso e de acampamentos. Os violões “choram” melodias proféticas e as vozes declamam lágrimas poéticas. O nosso intuito é “brigar” pelo nosso “lugar teológico”. É preciso reinventar o passo, conscientizar as massas e trabalhar as grandes causas de maneira personalizada. Queremos defender nossos espaços, garantir nossos direitos e continuar nosso processo contínuo de formação, tanto para jovens quanto para adultos que estão fazendo um trabalho na área da assessoria. Sabemos que é tempo de multiplicar sonhos, fortalecer nossa memória dos 25 anos do DNJ e mostrar a nossa “cara” nas atividades permanentes. Acreditamos que os heróis de hoje não são individuais, mas coletivos. O grande “herói” do nosso tempo é a organização e essa bandeira a Pastoral da Juventude carrega em seu peito. Não é uma pessoa isolada que vai fazer o novo acontecer, mas os inúmeros núcleos, nas mais diferentes comunidades, nas CEBs (Comunidade Eclesial de Base), nas Escolas Bíblicas, nas Jornadas das Juventudes, no CAJO (Curso de Assessores de Jovens), no curso de Animadores para as nossas lideranças e na prioridade da realidade juvenil em todos os planos pastorais de nossas dioceses de nosso imenso Brasil.
Preocupa-nos o mundo do crack e das drogas em geral, da violência, das fragilidades formativas, dos esvaziamentos familiares e do isolamento. As notícias mais importantes não estão sendo veiculadas. Não vivemos “só” de Copa do Mundo e Olimpíadas. As grandes iniciativas, a defesa pela vida e a preocupação com o meio ambiente nos deixam, deveras, angustiados. O que podemos fazer para que a outra metade do nosso país não seja devastada pelas queimadas? O que podemos fazer para que outros jovens não sejam vítimas do preconceito e da violência dentro do próprio lar? O que podemos fazer para que as crianças possam ser amadas por todos nós como prioridade absoluta? A nossa Igreja é a soma de todas as forças, em especial da juventude que busca uma maior unidade nas diferenças. As opiniões diferentes não podem nos esmagar e nem omitir as nossas opiniões.
Queremos nossos cantos de volta, nossas bandeiras nas praças, nossas vozes nos microfones e nossas preces no coração e na vida. Também sabemos ser místicos e trabalhamos nossos símbolos de maneira profunda e transformadora. Estamos de olho nas grandes causas nacionais, no problema do Belo Monte e do Xingu, das barragens que estão atrapalhando a vida de tantas pessoas humildes e simples e das propostas políticas que escondem muitas verdades. A nossa luta é com os últimos, com os mais fracos, com os mais pobres, com aqueles que não tem pão pra comer. Queremos justiça e dignidade para todos. A nossa luta está enraizada na teologia Latino-Americana e caminha em plena comunhão com o Evangelho. O nosso olhar se volta para o outro, para o rosto do outro, para aquele que acredita no respiro da vida.
            Não precisamos fazer tudo sozinho, mas temos que fazer muita coisa ao mesmo tempo, porque somos em muitos, somos grandes, somos fortes, somos unidos e somos propagadores da Boa-Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não vamos deixar de ler teologia, espiritualidade, filosofia, sociologia e pedagogia. Queremos jovens bem preparados para enfrentar os grandes vazios de nossa sociedade que o princípio do não compromisso gerou. É hora de preparar as bases para firmar o alicerce, pois a construção de um outro mundo possível está apenas começando. Isso é Pastoral da Juventude, esse é o nosso jeito de ser.


[1]Josefino de Murialdo, sacerdote, Mestre em Teologia (PUCRS - 2008), Licenciado em Filosofia (FAFIMC – Viamão – RS - 1998) e Teologia (Instituto Paulo VI – Londrina – PR - 2001 – atual PUCPR), Especialista em Juventude (UNISINOS – São Leopoldo – RS - 2002), fez o CAJO (Curso de Assessores de Jovens pelo IPJ do RS - 1999). Lançou pela Paulus José no Mistério da Encarnação: aspectos teológico-pastorais para a paternidade responsável (2010). Participa do Setor Juventude da Diocese de Caxias do Sul - RS e está engajado na Campanha contra a violência e o Extermínio de jovens, em sintonia com a juventude. 

Romaria da Juventude da PJ da Diocese de Bagé

A Romaria da Juventude da PJ da Diocese de Bagé acontecerá no dia 17 de outubro, a partir das 8h30mim. Saiba mais da Romaria através do cartaz de divulgação!

Escola da Juventude e Vigília Jovem: uma experiência de formação e celebração!

O ano de 2010 está sendo muito especial para a Pastoral da Juventude (PJ) da Diocese de Santa Cruz do Sul, pois estamos vivendo as celebrações do nosso jubileu de pérola (30 anos de organização diocesana!). Optamos desde o inicio, a tornar todas as nossas atividades deste ano dentro do arco do jubileu, para não fazermos apenas uma atividade isolada de celebração, mas tornar todo o nosso ano um intenso celebrar de nossa história.
Nesse sentido, a tradicional Escola de Formação da Juventude ganhou esse sabor a mais. Mais de 50 lideranças jovens das paróquias de nossa Diocese fizeram a Escola deste ano. Com a temática central no Grupo de Jovens, construímos duas etapas diocesanas, com os enfoques sobre as dimensões, processo e aspectos do Grupo, na primeira etapa, e metodologia pastoral na segunda etapa. Outro diferencial deste ano, foi o caráter de ligar teoria e prática, pois cremos que a formação se dá de forma singular na prática. Assim, tivemos duas etapas nas bases, grupos e comunidades, onde os jovens assumiam atividades e ações em suas comunidades.
Em conjunto com a segunda etapa, celebramos nossa 5ª Vigília Jovem, véspera da 9ª Romaria Diocesana da Santa Cruz. Sob a temática da “Cruz e Juventude”, rezamos as cruzes das juventudes exterminadas e massacradas pela violência a partir da cruz de Jesus Cristo, através da Via-sacra.

Sérgio Hauth Júnior
Pela equipe executiva da PJ

19 de setembro de 2010

ÁREA SUL REALIZA GINCANA NESTE MÊS - PJ Caxias do Sul

Se liga na Gincana da PJ da Área Pastoral Sul que vai acontecer na Diocese de Caxias do Sul!

A Juventude Quer Viver - Vicariato de Gravataí

Jovens de caras pintadas, ocupando as ruas e espaços públicos, mostrando toda a sua alegria e jeito de viver. Até aparece que estamos lendo uma notícia de alguns anos atrás. Não se engane. Neste final de semana, 21 e   22 de agosto, aconteceu uma grande manifestação envolvendo jovens da região metropolitana na cidade de Cachoeirinha. A atividade foi organizada pela Pastoral da Juventude em parceria com o Comitê Municipal de Cachoeirinha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. 

A ação teve por objetivo chamar a atenção da sociedade para os gritantes índices de mortalidade da juventude, em sua maioria, vítimas das drogas. O Brasil, atrás de Colômbia e Venezuela, é o 3º país com mais assassinatos de jovens no mundo. Isso se deve a uma taxa de 51,7 homicídios para cada 100 mil jovens. Taxa essa que entre 1994 e 2004 cresceu a um ritmo maior que o número de assassinatos entre a população total.

Para alertar a sociedade sobre essa realidade de morte, foram realizadas duas atividades no município. No sábado, os jovens estiveram em frente ao Shopping do Vale, local de maior movimentação de pedestres e motoristas, distribuindo materiais informativos. Durante a tarde do domingo, realizaram uma marcha até o Parcão de Cachoeirinha, local onde aconteceu um ato público pela vida dos jovens.

Diego Farias, coordenador da Pastoral da Juventude, destaca que os jovens querem mostra a sua cara e sua voz, lutando por uma sociedade de direitos. Fabrício Preto, assessor do Núcleo Betânia e da PJ do vicariato de Gravataí, ressalta a necessidade de construir espaços de formação para a cidadania. “Esses jovens gritam por políticas públicas. É nosso dever responder a esses anseios caminhando junto e colaborando com esses ideais”, diz Fabrício.


Confira o vídeo da ativiadade!

GRITO DOS EXCLUÍDOS: JOVENS MANIFESTAM INDIGNAÇÃO CONTRA VIOLÊNCIA

Foi realizada no dia 07 de setembro em Porto Alegre a Marcha do Grito dos Excluídos. O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular de animação e profecia, aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. A 16º edição traz como lema “Vida em primeiro lugar: Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”, incentivando a população a lutar pelos direitos sociais que não são respeitados no país. O Grito também acontece este ano junto com o Plebiscito Popular Pelo Limite da Propriedade de Terra.

Mais de 40 jovens da Pastoral da Juventude da Diocese de Caxias do Sul se uniram a outros jovens das Pastorais da Juventude, militantes das Pastorais Sociais, dos Movimentos Sociais presentes na mobilização.
Durante o Grito, as Pastorais da Juventude em conjunto com o Levante Popular da Juventude manifestaram sua indignação com o atual sistema econômico, gerador de violência e extermínio de jovens. Os risos, os abraços, as danças, o som do tambor e do atabaque também traduziram a alegria e a esperança em lutar pela Defesa da Vida da Juventude.

No final do ato, pães foram abençoados e distribuídos, simbolizando a comunhão entre os grupos que caminham em busca da efetivação dos direitos da população brasileira.
Na tarde, as Pastorais da Juventude e o Levante Popular da Juventude continuaram em atividade na Escola La Salle Pão dos Pobres com um encontro sobre a Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Os jovens presentes se dividiram nas oficinas de estêncil, muralismo, capoeira, danças circulares sagradas e bateria. O encerramento marcado pela Ciranda da Vida celebrou a importância dos grupos de juventude somarem forças na defesa da juventude que dia – a – dia é violentada e é morta e na construção de mundo justo e humano para todos. “A Juventude Quer Viver!”