16 de agosto de 2009

Convite para Lançamento do Grito dos Excluídos - 2009

O 15º. Grito dos Excluídos acontecerá, em Porto Alegre, no dia 04 de setembro. Com o objetivo de denunciar todas as formas de injustiças e de corrupção presentes na nossa sociedade, as quais precarizam a vida do povo e do planeta, e também de anunciar os sinais de esperanças e de transformação através da unidade da organização popular, faremos, no dia 05 de agosto, o lançamento do 15ª Grito dos Excluídos.
Será um momento de estudo e de organização do processo de mobilização social.
O lançamento será na sala do Fórum Democrático da Assembléia Legislativa do RS, às 17:30h, após o painel constituído por Dom Alessandro Ruffinoni, Bispo responsável pelo Setor das Pastorais Sociais do Regional Sul 3 da CNBB e por Milton Viário, Presidente da Federação dos Metalúrgico do RS, o debate será aberto à Plenária.
Sua participação é muito importante!
Entidades promotoras do Grito.
Porto Alegre, 28 de julho de 2009
Grito dos Excluídos - 2009

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:

  • Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
  • Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;
  • Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos - e se estendem por todo o território nacional.

Mais informações: www.gritodosexcluidos.org


Declaração da CNBB contra redução da maioridade penal

Divulgada durante a 47ª Assembleia Geral do episcopado

“Todas as vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos (…) foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40)
O Brasil enfrenta uma onda generalizada de violências sob os mais variados aspectos e pontos de vista. São violências que vão desde a negação ou privação dos direitos básicos à vida até àquelas que geram insegurança, apreensão, medo.
Campanhas equivocadas criminalizam crianças, adolescentes e jovens como principais responsáveis dessas ações violentas, quando na verdade, frequentemente, os maiores culpados ficam totalmente impunes.
Os atos violentos, os crimes, o narcotráfico, envolvendo-os, a cada dia, em sua perversa trama, tiram-lhes as possibilidades de plena realização e os afastam de sua cidadania.
Neste contexto, o Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse a solução para a diminuição da violência e da impunidade.. A realidade revela que crianças, adolescentes e jovens são vítimas da violência. Muitas vezes são conduzidos aos caminhos da criminalidade por adultos inescrupulosos.
A CNBB entende que a proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema.
Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda dos valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico.
Reafirma a CNBB que a redução da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias.
Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art. 228 – além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos.
Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades.
A Igreja no Brasil conclama os poderes públicos – Executivo, Legislativo e Judiciário – bem como a sociedade civil a debater o assunto. Urge a busca de soluções focadas nas políticas públicas que efetivem melhores condições de vida para todos, na implementação de medidas sócio-educativas previstas no ECA e no desenvolvimento de uma política nacional de combate ao narcotráfico, penalizando com maior rigor a manipulação e o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens pelo crime organizado.
A Igreja Católica, através de suas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e entidades sociais, desenvolve projetos sócio-educativos, profissionalizantes, de recuperação de dependentes químicos e de atendimento a adolescentes autores de ato infracional, obtendo resultados que indicam à sociedade caminhos a partir de ações educativas e não punitivas.
A CNBB se une a todos os brasileiros que trabalham para que se cumpra a premissa básica da Constituição Federal, art. 227: “CRIANÇA E ADOLESCENTE PRIORIDADE ABSOLUTA” e reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal.
Indaiatuba, São Paulo, 24 de abril de 2009
Porto Velho-RO, 24 de julho de 2009.

Carta aberta dos jovens e das jovens das Pastorais das Juventudes do Brasil presentes no 12º Intereclesial das CEBs.
É com muita luta, disposição e esperança por um Brasil e um mundo mais humano e ecológico que as Juventudes vêm expressar-se nesse grande encontro.
As vozes jovens da PJB expressam e levantam a marcha contra a violência e extermínio de jovens. As experiências missionárias que tivemos aqui no 12º nos mostrou que o quadro penal de Rondônia hoje é composto por uma grande massa de jovens. Ressalta-se, contudo, que esta é uma realidade de todo Brasil.
Por que nossos jovens estão lá? Qual o contexto social que os leva a isso? O governo vem fazendo algo para resolver essa situação? Qual o nosso papel diante dessa triste realidade? Reduzir a maioridade penal solucionaria o problema? Afirmamos que não!
Diante do assassinato do Pe. Gisley Azevedo, assessor, amigo, companheiro e defensor da vida, em especial, da juventude, reafirmamos nossa bandeira de luta assumida na 15ª Assembléia Nacional das Pastorais das Juventudes do Brasil contra a violência e o extermínio dos jovens, pois acreditamos que a paz é fruto da justiça, como assumidos na CF 2009.
O grito que vem da Amazônia ecoa na mente e no coração da juventude, pois esta entende que a degradação do meio-ambiente reflete diretamente na vida dos povos. A manutenção do modelo econômico vigente não leva em conta a coletividade, a solidariedade e a paz e sim o individualismo, o consumismo exacerbado. Por isso deve ser fortemente combatido, uma vez que este modelo gera a devastação, o desmatamento, as monoculturas, o agronegócio, as grandes mineradoras, as barragens e o desequilíbrio do ecossistema, acelerando o aquecimento global.
A partir dessas reflexões, as Pastorais Juvenis seguindo a Palavra de Deus nos trilhos da Igreja Latino-americana desejam mais uma vez estar em comunhão com as Juventudes quilombolas, ribeirinhas, ameríndias como também com todas as CEBs da America Latina e do Caribe. Neste sentido, propomos que, no próximo encontro Intereclesial, reflitamos os clamores das juventudes com o tema “CEBs em defesa da vida da Juventude”!
“VAMOS JUNTOS GRITAR, GIRAR O MUNDO. CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE JOVENS!”
Amém, axé, awere, aleluia!
Pastorais das Juventudes do Brasil

CRPJ

Nos dias 04 e 05 de julho em São Leopoldo - CEPA - a coordenação da Pastoral da Juventude do Rio Grande do Sul se encontrou para celebrar, partilhar as realidades das dioceses presentes e dar encaminhamentos para a ampliada que acontecerá nos dias 07 e 08 de novembro do corrente ano.
Relatório da CR

Semana do Estudante




A Semana do Estudante, que acontece no mês de agosto é uma atividade promovida pelas Pastorais da Juventude do Brasil (PJB) e coordenada pela Pastoral da Juventude Estudantil (PJE).Ela faz parte de um processo que contempla mais duas atividades: a Semana da Cidadania e o Dia Nacional da Juventude que acontecem anualmente.A Semana do Estudante é um exercício ousado de cidadania. Ela se propõe a trabalhar a partir do protagonismo estudantil, para que o jovem estudante assuma o compromisso de construir a educação e a sociedade que tanto quer e sonha a partir de seu chão, que é a escola.
A Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), em comunhão com a PJR, a PJMP e a PJ, tem a alegria de apresentar mais uma vez, desde 2003, a Semana do Estudante, a ser realizada entre os dias 10 a 16 de agosto..
Tema: Juventude e Violência
O tema segue a perspectiva da Campanha da Fraternidade 2009 - “Tema: Fraternidade e Segurança Pública /
Lema: A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)” -, bem como se insere no contexto das Atividades Permanentes desse ano, com o desafio de denunciar a violência contra a juventude e anunciar uma alternativa inspirada na Boa Nova trazida ao mundo por Jesus Cristo..
Lema: "Juventude em marcha contra a violência"Essa alternativa à qual ansiamos passa pela movimentação organizada da juventude, embora não se esgote nela. O protagonismo juvenil é um princípio permanente para nós e hoje, mais do que nunca, precisa ser reforçado como condição indispensável à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Para baixar materiais sobre a semana click no link abaixo!
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